DOS ERROS...

Erros são como vírus que não se manifestam. Eles estão lá guardados, prontinhos para aparecer numa fase posterior da vida.
Quando escolhemos errar, optamos por adquirir um peso para o resto dos dias pensantes que possamos ter. Existem vírus que se curam e, de acordo com a sua gravidade, o tratamento é simples ou de choque. Há, no entanto, os que resolvem morar em nós e que viram parte da personalidade.
O pior tipo que conheço são esses... Porque os que matam encerram, de uma forma ou de outra; os que curam, por maior que seja o esforço, também encerram, mas os que se alojam para sempre em nós se tornam um hábito... Hábito ruim!
Tem gente vacinada em errar, que já vê onde se encontra o problema e tem o cuidado necessário para evitá-lo. Essa vacina possui vários formatos: experiência, esperteza, maldade... Três coisas especiais para quem não quer ter uma séria infecção da alma.
Já reparou como um doente costuma ficar bonzinho? Começa a depender dos outros, passa a ver sua fragilidade e se rende. Alguns ficam revoltados, mas é uma forma de auto-piedade de gente fraca também. Com os erros acontece igual... Quem erra se sente mal e, por isso, fica bonzinho, porque passa a depender do perdão alheio para a reparação e nota como é pequeno diante das ilusões postas pela vida. Caso se revolte com o erro, começa um caminho sem volta de destruição mascarado de arrependimento.
O que fazer então? Qual a cura para as doenças da alma, para as confusões mentais de quem comete erros?
Ficar mais manso? Mudar aspectos da personalidade? Entregar nas mãos divinas?
Espero um dia poder falar de tudo isso com um final mais satisfatório... Com uma conclusão!


